terça-feira, 28 de junho de 2011

Vivendo entre uma Geração Pervertida e Corrupta III: A Marcha para Jesus (está amadurecendo) discursos contra o Supremo Tribunal Federal, especialmente pela reconhecimento da união civil entre homossexuais e pela liberação da Marcha da Maconha - uma decisão fere o Artigo 226 da Constituição; a outra, o Artigo 287 do Código Penal.

Blog do Reinaldo de Azevedo:

A MARCHA PARA JESUS, A PARADA GAY E OS
MEDOS

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-marcha-para-jesus-a-parada-gay-e-os-medos/

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A Marcha para Jesus, evento convocado por várias denominações
evangélicas e que acontece anualmente em São Paulo, reuniu muita
gente ontem. Os organizadores falaram em 5 milhões. É um possível
exagero. A Polícia Militar, em 1 milhão, mas esse número,
deixou claro, dizia respeito apenas às pessoas que se concentravam na
praça Heróis da FEB, na Zona Norte da cidade, local de chegada
da caminhada. O ponto principal da concentração, a partir das
10h, era a Praça da Luz. Mas havia dezenas deles espalhados no
trajeto.

As ruas foram tomadas por um mar de fiéis. Cinco milhões? É
muito! Um milhão? É pouco! A verdade deve andar aí pela metade
da soma dos dois números (3 milhões?), o que já é algo
fabuloso, sobretudo porque, à diferença de algumas concentrações
festivas ou de apelo carnavalesco, esta congrega pessoas com
convicções religiosas, realmente engajadas na causa.

A Marcha para Jesus acontecia [antigamente] na Avenida Paulista e
adjacências. Dados o número de pessoas e os transtornos óbvios que
ela provocava no trânsito da cidade, as lideranças evangélicas
concordaram com a mudança de lugar. Como Deus, a rigor, não
precisa nem mesmo de um templo, também não precisa da Paulista. A
tal Parada Gay, no entanto, que também reúne milhões (boa parte
de curiosos) e que interfere drasticamente no direito de ir e vir,
continua a ser realizada na avenida. Em nome de Deus, não se pode
parar o trânsito, mas da causa gay, sim, de onde decorre um
corolário: no que concerne ao direito de ir e vir ao menos, a
militância homoafetiva está acima do divino! De saída, uma
questão óbvia: ou a Marcha para Jesus volta para a Paulista, ou a
Parada Gay sai da Paulista. E quem criou essa oposição não fui
eu, mas o poder público. Adiante.

Vocês sabem que o segredo de aborrecer é dizer tudo. Embora, do
Jornal Nacional, tenha sobrado a impressão de que milhões estavam
nas ruas só dando "vivas" a Jesus, a verdade é que o evento se
caracterizou por duros discursos contra o Supremo Tribunal Federal,
especialmente pela reconhecimento da união civil entre homossexuais e
pela liberação da Marcha da Maconha - uma decisão fere o Artigo
226 da Constituição; a outra, o Artigo 287 do Código
Penal.

Informa a Folha:

"O pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus Vitória em
Cristo, chegou a recomendar aos fiéis que não votem em políticos
que sejam favoráveis à união gay. ‘O POVO EVANGÉLICO
NÃO VAI SER CURRAL ELEITORAL’, disse. ‘SE
GOVERNADOR, PREFEITO OU PRESIDENTE FOR
CONTRA A FAMÍLIA, NÃO TERÁ NOSSO VOTO.’
Para Malafaia, o Supremo ‘RASGOU A
CONSTITUIÇÃO’ AO PERMITIR A UNIÃO
CIVIL ENTRE HOMOSSEXUAIS'. O pastor negou que
seja homofóbico. No Congresso, 71 deputados e três senadores
são ligados a igrejas evangélicas. O Pastor da Igreja Universal,
o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) criticou o
‘ATIVISMO JUDICIAL’ e disse que ‘NÃO É
POSSÍVEL QUE SEIS ILUMINADOS SE
JULGUEM CAPAZES DE DECIDIR POR 200
MILHÕES’.

Aqui só um reparo ao que diz Crivella: os 11 do Supremo têm,
sim, o papel de decidir questões constitucionais que dizem respeito a
200 milhões. O que não podem fazer, aí sim, é atuar contra a
letra da Constituição e dos códigos legais em nome do tal "ativismo
judicial" ou o que seja. Até porque, havendo ativismo judicial de
um lado, é quase certo que algum outro Poder, no caso, o
Congresso, está a padecer de "passivismo legislativo"!

Este Brasil que marchou ontem costuma ser tratado a pontapés na
"imprensa progressista", tanto quanto aquele que marchará depois de
amanhã parece carregar todos os valores do humanismo superior, embora
ninguém tenha dúvida de qual deles está de acordo com os valores da
esmagadora maioria dos brasileiros.


Fonte:



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