domingo, 7 de outubro de 2012

Professor universitário prova vulnerabilidade de Urnas Eletrônicas Brasileiras


Professor universitário prova vulnerabilidade de Urnas Eletrônicas Brasileiras

A votação foi simulada pelo TSE, mas foi suficiente para provar que a Urna Eletrônica Brasileira não é cem por cento confiável. Um grupo da Universidade de Brasília, comandado pelo professor Diego Aranha, conseguiu, em março deste ano, quebrar a segurança da urna e descobrir a ordem cronológica de votos. Este fato traz à tona uma discussão com relação à primeira legislação eleitoral brasileira, em 1932, que fala que o cidadão tem direito ao voto secreto. A descoberta do professor e de sua equipe, demonstra um problema no sistema, que compromete, segundo Aranha, o sigilo da votação. Ele afirma que, por este motivo, há possibilidade de haver uma “fraude indireta”, envolvendo a compra de votos.
O sistema da urna eletrônica mistura a votação, não a deixando em ordem cronológica. A descoberta de Diego Aranha deixa os dados de uma seção eleitoral exatamente iguais à ordem de votação, e esse é o problema. O professor alegou que se colocou à disposição do Tribunal Superior Eleitoral para corrigir os problemas e tentar tornar o sistema o mais confiável possível, porém disse nunca ter sido chamado. A sua equipe ainda encontrou uma falha que poderia pôr em risco o resultado de toda uma eleição. Ele explica que há uma solução, entre aspas, “simples” para esta questão da confiança na urna eletrônica. Segundo ele, basta que a pessoa faça todo o procedimento do voto onde, ao final, o equipamento emita uma via, comprovando que o eleitor realmente votou no candidato desejado.
Paulo Dionísio Fernandes, coordenador de eleições do TRE em Santa Catarina, disse que a segurança das urnas eletrônicas não acontece única e exclusivamente por meio de um software, ou seja, de um programa. Outras barreiras físicas existem contra aqueles que tenham como interesse adulterar uma eleição. O coordenador aponta uma série obstáculos contra fraudes e afirma que o eleitor pode sim confiar na votação eletrônica.
Com relação à possibilidade da emissão de um comprovante, Fernandes afirmou que esse procedimento já foi testado em eleições passadas, não tendo muito sucesso. Problemas de sistema e de impressão foram comuns, e o coordenador de eleições do TR disse que, o simples fato de aparecer a foto, o nome, o partido e os dados do candidato, já são suficientes para comprovar o voto ao eleitor.
Em setembro deste ano, uma pessoa foi presa em Almirante Tamandaré, Paraná, tentando vender a uma coligação, alegadas maneiras de adulterar uma votação pelo preço de cinquenta mil reais. Países como Irlanda e França descartaram a possibilidade de uso do equipamento por alegar que ele não é totalmente seguro. Outros Estados, como Argentina e Rússia, utilizam a urna eletrônica, porém de um modo que permite ao eleitor verificar se o seu voto foi computado corretamente.

Fonte: http://www.radioclubeblumenau.com.br/noticias/default.aspx?s=15&codigo=14855

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